Linhas Terapêuticas

 

Gestalt Terapia – Juliana Borsato

A Gestalt Terapia é uma síntese de várias origens, destaca-se Frederick Perls (Fritz) como fundador e grande divulgador. Sua esposa Laura Perls foi sua grande contribuidora.

A visão do homem na Gestalt Terapia  é baseada em três pressupostos filosóficos: o humanismo, o existencialismo e a fenomenologia, eles se integram dando solidez à Gestalt Terapia, além de outras fontes, como a psicologia da Gestalt, Teoria de campo e Teoria Organísmica.

A Gestalt Terapia promove a ideia do homem como centro, como valor positivo, como capaz de se autogerir e regular-se; como um ser particularizado, singularizado no seu modo de ser e agir, concebendo-se como único no universo e individualizando-se a partir do encontro verdadeiro entre sua subjetividade e sua singularidade, uma busca da realidade própria e pessoal.

Para Gestalt Terapia, a existência sempre precedia a essência, pois essa é construída a partir da relação com o meio. O homem se constrói na relação com o meio exterior, se lança diante das possibilidades, na construção da existência através das próprias escolhas.

A Gestalt Terapia dá ênfase na responsabilidade de si mesmo, na experiência individual do momento atual (aqui-agora), na autorregulação e no ajustamento criativo do indivíduo.

É uma proposta humanista de ver o homem em toda sua plenitude, em pleno desenvolvimento de suas potencialidades.

Cabe então, ao terapeuta, acompanhar o caminho que o cliente decide seguir, como uma tela de projeções, no qual o paciente vê seu próprio potencial ausente e a tarefa da terapia é a recuperação desse potencial.

Um espelho que reflete a imagem do cliente, por meio de suas intervenções, potencializando assim, o processo de autoconhecimento – de autorregulação.

Referências:

Perls, Frederick. A abordagem Gestáltica. Testemunha ocular da terapia. LTC, Rio de Janeiro 1981

Perls, Frederick; RALS Hefference, Goodman Paul. Geralt Terapia. Sumus Editorial 1997

Ribeiro J.P. Gestalt Terapia – Fazendo um caminho. Sumus Editorial. São Paulo 1985

 

Psicodrama – Pedro Borsato

O psicodrama tem no seu fundador Jacob Levy Moreno, uma formação totalizadora de tratamento. Inclui o psicólogo, o biológico e o social. Nesse sentido é existencial. Toda compreensão de “Socius” e da “psique” se faz no plano da totalidade.

O psicodrama coloca o paciente em um palco onde ele exterioriza seus problemas com a ajuda de um psicoterapeuta.

É um método de diagnóstico e tratamento. Um de seus traços característicos é que a representação de papeis inclui-se organicamente no tratamento.

Pode ser adaptado a qualquer tipo de problema pessoal, casal, criança ou adulto. O psicodrama é a sociedade em miniatura. Através de algumas técnicas revelam-se novas dimensões da mente, elas podem ser explorados em condições “experimentais”. Na terapia interpessoal psicodramática, o terapeuta deve levar o paciente a expressar como se sente aqui e agora, não só através de palavras mas também por gestos e movimentos.

Eles tem que atuar não só no papel de suas situações imediatas, mas também com papeis que contrastam com suas aspirações reais.

Referências

J.L Moreno – Psicodrama – Cultrix SP

Naffat, Neto Alfredo – Psicodrama: Descolonizando o Imaginário ED. Pluxus SP 1977

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